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blog eiamiga

Sabe aquela sensação de estar apaixonada? Aquele friozinho na barriga toda vez que você escuta o nome dele ou vê que ele está online em alguma rede social? É muito bom poder sentir isso não é mesmo?! Mas melhor ainda é quando retribuem o que nós sentimos.

Não pensem que fui eu que comecei com toda a história, muito pelo contrário, ele sempre me chamava nas redes sociais, me elogiava, viva dando certos sinais de que realmente gostava de mim, e eu muito tolinha caí na conversa desse garoto. Quando me dei conta do problema, eu já estava perdidamente apaixonada por ele. Os olhos, o sorriso, o jeito de falar comigo, as brincadeiras, tudo me fascinava. Eu achava que estava vivendo um sonho, pensava em largar tudo para poder ser feliz com ele. Esse era o problema que eu demorei à perceber, eu não precisava dele, nem de garoto nenhum, para ser realmente feliz.

Os dias foram passando, até que o tão sonhado beijo aconteceu, nossa nunca tinha sentido aquilo na minha vida, minhas mãos tremiam e não conseguia pensar em absolutamente nada, mas continuei agindo normalmente. No outro dia ficava imaginando o que eu ia falar quando o visse novamente ou se iriamos nos beijar mais uma vez, ficava planejando como eu queria que fosse as coisas, mas não foi nada como eu pensei.

No dia em que o vi, meu estômago gelou e todo o resto do meu corpo também, mas o que eu não tinha colocado na minha listinha de como agir no próximo dia, era que ele simplesmente iria agir como se nada estivesse acontecido. Isso mesmo, ele me ignorou, me desprezou e só me tratava mal. Resolvi me afastar, mas parecia que não adiantava. Conversei com muitas amigas, desabafei, chorei e sofri calada. A maioria me aconselhavam a não contar nada para ele do que eu realmente sentia, mas não dava mais para esconder, eu tinha que falar.

Escrevi um pequeno texto e enviei por uma rede social, ficava me questionando mas cheguei a conclusão de que o máximo que ele faria era me dizer um não e eu seguiria a minha vida. Mas adivinhem o que ele fez? Nada! Bom, na verdade, nada do que eu esperava. Ele riu da minha cara, isso mesmo, riu, que segundo ele era melhor do que chorar com as coisas que eu tinha dito.

Se doeu? Muito, doeu mais por ter sido tão humilhada, nós não devemos nunca rir da cara de alguém, por mais que o que ela fez seja idiotice pura. Mas eu sentia como se estivesse com meu “dever” cumprido, sentia que eu poderia seguir a minha vida. Fui me distanciando cada vez mais e sabe aquele ditado “Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta” pois é, foi bem assim que aconteceu. Eu sabia que tinha feito minha parte e que se ele quisesse algo comigo, teria que vir me procurar.

Conhece aquele outro ditado também “só quando perdemos damos valor” ? Então, foi isso o que aconteceu. Conheci pessoas incríveis, pessoas que realmente se preocupam comigo, amigos, amigas, que nessas horas fazem toda a diferença. Hoje eu já não ligo mais e nem fico esperando ele vir falar comigo, não faz mais diferença, e sinceramente, não morri, ainda estou aqui correndo o risco de passar por isso novamente, mas ciente de que sempre será um novo aprendizado. Por um lado, essa experiência foi ótima para eu aprender a dar valor à quem sempre esteve ao meu lado.

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